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Pix e e-commerce: tudo sobre o novo método de pagamento

De cada três brasileiros, um não tem conta bancária. É isso mesmo. A quantidade de pessoas (e microempreendedores) que nunca tiveram acesso a um banco e muito menos a um cartão de crédito ainda é gigante no Brasil.

Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, os motivos para que essas pessoas não tenham conta em banco são inúmeros. Uma parte delas realiza trabalhos esporádicos e recebe pagamentos em dinheiro vivo, outras, mais desconfiadas, não tiveram boas experiências como clientes de bancos e acham que o dinheiro não está bem guardado com eles.

Apesar disso, este grupo é responsável por movimentar mais de R$ 800 bilhões, segundo o Instituto Locomotiva.

Agora vamos a outro dado interessante: você sabia que 50% dos boletos não são pagos? Não é a toa que esta é uma das principais dores de cabeça enfrentadas pelos lojistas de e-commerce hoje. São milhares de conversões abandonadas e desperdiçadas que perdem o timing da venda.

Mas, e o que isso tem a ver com o Pix? Tudo.

O PIX nasceu para simplificar as transações de dinheiro tanto para pessoas físicas quanto para empresas por meio da internet e do celular.

Criado pelo Banco Central, a ideia é que o Pix substitua as transações bancárias tradicionais de TED e DOC, tornando a circulação de dinheiro tão rápida e fácil quanto mandar uma mensagem de WhatsApp.

O que é Pix?

O Pix é um sistema de transação de dinheiro criado pelo Banco Central. Esse sistema permitirá que pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEI) consigam enviar e receber dinheiro de forma gratuita via celular 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Para pessoas jurídicas (empresas), é o banco ou a fintech que escolhe se vai cobrar pelo uso do Pix ou não.

Assim, pessoas físicas que não tiverem conta em banco ou cartão de crédito poderão fazer as transações pelo celular usando a chave Pix e os pagamentos via QR Code.

Para ter acesso à chave Pix, no entanto, é preciso usar a plataforma de uma instituição autorizada, como um banco ou uma fintech (como o Nubank, por exemplo).

Como funciona?

O Pix funciona de forma muito simples: o comprador fará pagamentos via QR Code, NFC ou transferências de dinheiro usando uma chave de segurança (que pode ser um e-mail, número de celular ou CPF/CNPJ) previamente cadastrada em uma instituição como um banco ou uma fintech.

Quais são os tipos de chave Pix?

  • Número de celular
  • E-mail
  • CPF ou CNPJ
  • Sequência aleatória gerada pelo Banco Central (números, letras e símbolos que identificará a conta recebedora)

Passo a passo para fazer transferência com chave Pix:

1. O destinatário informa a sua chave Pix à pessoa que vai enviar a transferência
2. O pagador digita a chave no app do banco ou da fintech
3. Ao enviar o dinheiro basta conferir os dados do destinatário, o valor e confirmar a operação

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), também será possível fazer transferências instantâneas sem a chave Pix. Nesse caso bastará digitar todos os dados bancários do destinatário (nome, CPF, agência e conta) como se fosse um TED ou DOC no aplicativo da instituição. Ou ainda através da leitura de QR Codes, estáticos ou dinâmicos.

A previsão é que todo o processo de transferência ou pagamento seja concluído em até 10 segundos e que essas transações possam ser feitas de pessoa física para pessoa física, de pessoa física para comerciantes, entre estabelecimentos ou de pessoa física para órgãos do governo (no caso de impostos e taxas).

É importante ressaltar que apenas instituições autorizadas pelo Banco Central poderão realizar esses tipos de transferência. Saiba mais aqui.

Quando começará a valer?

O cadastramento de interessados no Pix já está a todo vapor desde o dia 5 de outubro. Ao todo 10 milhões de pessoas já se cadastraram para poder usar o novo sistema de pagamento, de acordo com o Banco Central.

A previsão do governo é que a partir do dia 16 de novembro já possamos ver as primeiras transações instantâneas feitas por Pix por aí.

Quais são as vantagens do Pix para o consumidor?

  • É mais barato: não cobra taxas para as transferências de dinheiro. Enquanto alguns bancos chegam a cobrar R$ 20 por uma transferência, no Pix pessoas físicas podem fazer tudo de forma gratuita e ilimitada.
  • É mais prático: não precisa lembrar da senha do cartão ou a data de vencimento do boleto, basta acionar a chave Pix que será um dado fácil de ser lembrado.
  • Democratiza o acesso ao consumo: com a possibilidade de realizar pagamentos e transações mesmo sem ter cartão de crédito ou conta bancária, o Pix torna o consumo de produtos e serviços muito mais acessível ao consumidor.

Quais são as vantagens do Pix para a loja virtual?

  • Mais ágil para aprovar os pagamentos: a transferência é feita de forma instantânea, enquanto outros meios de pagamento, como o boleto podem levar até 72 horas úteis para serem compensados.
  • Menos inadimplência: com o Pix o lojista não terá que lidar com problemas como cartão expirado ou boleto não pago (cerca de 50% dos boletos não são pagos, segundo a SuperDigital).
  • Mais rapidez na entrega: com a aprovação do pagamento mais rápida todo o processo logístico e de entrega também pode ser acelerado.
  • Melhor giro de caixa e mais margem de lucro: com mais pagamentos à vista, você consegue ter mais dinheiro em caixa para adiantar o pagamento de fornecedores ou investir na sua loja. Você também pode oferecer mais descontos para quem pagar usando o Pix ou manter os preços e aumentar a margem de lucro.

Quais instituições já oferecem o Pix?

Alguns bancos tradicionais como a Caixa Econômica, Bradesco, Banco do Brasil, Itaú e Santander, e a grande maioria das fintechs como PicPay e Nubank já estão oferecendo o Pix para seus clientes. Ao todo mais de 109 instituições solicitaram a adesão ao Pix ao Banco Central. Veja a lista dessas instituições.

Vale mencionar que cada chave Pix poderá ser vinculada apenas a uma instituição. Se precisar mudar será preciso fazer uma portabilidade de chaves.

O que o Pix significa para o e-commerce?

O Pix inaugura uma nova fase de oportunidades no e-commerce brasileiro. Ao facilitar as transações e pagamentos dando mais agilidade e praticidade para o consumidor damos um passo à frente na experiência omnichannel do cliente.

Aqueles varejistas que possuem operações tanto físicas quanto online terão uma nova forma de receber pagamentos que atende tanto um modelo quanto o outro.

Por outro lado, também abrimos espaço para que novos fornecedores desenvolvam soluções nas áreas de antifraude e segurança, logística e atendimento. Afinal, é preciso integrar todo o novo fluxo de pagamento à operação que já está rodando e por isso quanto mais automatizado o seu sistema de gerenciamento estiver, mais fácil será para você fazer esse planejamento.

O fato indiscutível é que o Pix representa um grande avanço tanto para os consumidores, quanto para os lojistas. Vale lembrar que o WeChat Pay na China também oferece uma experiência semelhante de pagamento instantâneo. Antes de sistemas como o WeChat Pay era bastante penoso e demorado utilizar o sistema bancário chinês.

Agora com sistemas como o WeChat Pay milhões de chineses leem, com a câmera do celular, códigos QR em diversos estabelecimentos e fazem pagamentos instantâneos. Com certeza este é ‘pulo do gato’ que coloca o país no topo como referência em inovação no mercado de e-commerce.

O post Pix e e-commerce: tudo sobre o novo método de pagamento apareceu primeiro em E-Commerce Brasil.

Na próxima semana farei mais um review com depoimento e resenha sobre Pix e e-commerce: tudo sobre o novo método de pagamento. Espero ter ajudado a esclarecer o que é, como usar, se funciona e se vale a pena mesmo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser adicionar algum comentário deixe abaixo.

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