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Responsabilidade social no e-commerce

A responsabilidade social no e-commerce é uma prática que ainda está se desenvolvendo, até mesmo quando falamos de grandes empresas. Entretanto, a certeza é que a mudança tem que acontecer e o consumidor está exigindo isso.

Depois de quase dois anos de uma das maiores pandemias que o mundo já vivenciou, a maior questão do consumidor moderno é que as empresas estejam engajadas em práticas ambientais, sociais e consigam começar a mudar os rumos nos quais a sociedade está se encaminhando.

Quando se trata dos consumidores brasileiros, existe uma grande cobrança de que as empresas assumam compromissos para além de somente o discurso. Afinal, é necessário que exista ações voltadas a atender as demandas sustentáveis, assim como as demandas de cunho social.

Tendo em vista toda essa temática, eu ofereço para você neste artigo explicações a respeito de qual é a responsabilidade social no mundo corporativo; qual o papel das marcas e do e-commerce no que diz respeito à responsabilidade socioambiental; além de entender qual o comportamento do consumidor moderno pós-pandemia e o que o e-commerce ainda precisa fazer para se encaixar nas atuais demandas sociais. Confira!

Responsabilidade social no mundo corporativo

A responsabilidade social corporativa é um termo utilizado para empresas que fazem algum tipo de ação voltada para o bem-estar social.

Essas empresas têm a função de estabelecer e se adequar às normativas socioambientais dentro da própria empresa e para o público externo também, ajudando a construir uma sociedade mais engajada para o futuro.

O engajamento social e ambiental das empresas e e-commerces pode acontecer através de práticas regenerativas — aqui eu destaco a utilização de energia limpa e o investimento em ações sociais que auxiliem a conservação dos recursos naturais. Além disso, apoiar pautas sociais que se encaixem com o perfil da empresa revela uma ótica mais humanizada.

Papel das marcas em termos de responsabilidade socioambiental

Existe uma tendência popular a acreditar que as marcas têm um papel fundamental no que diz respeito a resolver problemas sociais. Aliás, cerca de 97% dos brasileiros confirmam essa lógica, de acordo com pesquisa realizada pela Edelman em 2020.

Desta forma, fica claro que os clientes acreditam que ser responsável socialmente é uma obrigação de e-commerce e marcas quando se trata de questões sociais. Inclusive, ainda de acordo com essa pesquisa, acredita-se que as marcas possuem mais possibilidade de trazer mudança social do que o próprio governo.

A pesquisa ainda aponta que entre os problemas sociais a serem resolvidos, estão a questão da pobreza, aquecimento global, racismo e problemas trabalhistas. Vê-se então que a credibilidade dada pelos clientes está diretamente atrelada à responsabilidade social e ao poder de atuação que as empresas possuem.

Por fim, em termos atuais, as empresas passaram a entender que a responsabilidade social não é algo para ser feito de forma esporádica, apenas para atender os clientes. Finalmente compreenderam que por meio dessas ações será possível impactar e gerar valor à toda uma comunidade.

Mas, qual o papel do e-commerce em relação à responsabilidade social?

No que diz respeito ao comércio eletrônico ou e-commerce, devo pontuar o antes e pós-pandemia. Afinal, muitas lojas físicas se viram na iminência de migrar para o comércio online em um curto período de tempo.

Durante a pandemia aconteceu o que já estava previsto para ocorre ao longo dos próximos anos: a expansão das compras online. Sim, houveram muitas ofertas para e-commerce, mas também muitas demandas a serem atendidas.

Estamos vivendo em um período de muitas incertezas políticas, sociais e ambientais, e tudo isso reflete imediatamente no comércio. Então, é comum que vejamos cobranças e opiniões sendo dadas na internet a respeito de como as empresas e marcas devem se engajar socialmente.

Existe uma grande demanda referente ao meio ambiente, a produtos que não sejam testados em animais. Além disso, muitos consumidores têm buscado e-commerces que sejam eco-friendly, e que estejam inseridos em projetos e causas sociais.

Portanto, é evidente que para os tempos atuais (ainda mais após uma pandemia que determinou muitas adaptações e mudanças) é preciso que os e-commerces encontrem formas de trabalhar mais adequadas aos 17 objetivos globais da Agenda 2030, apresentada pela ONU em 2015. Afinal, tanto a forma de trabalho das empresas como a forma que consumimos precisam de mudanças.

Comportamento do consumidor moderno pós-pandemia

O consumidor pós-pandêmico é um sobrevivente da maior pandemia enfrentada mundialmente no último século. Ou seja, ele está buscando mais qualidade de vida depois de tantas incertezas e está em busca de marcas que sejam responsáveis socialmente — e que ele possa confiar.

Nesse sentido, a confiança que o cliente aplica em uma loja virtual, por exemplo, é fruto do entendimento de que se uma empresa apresenta ações socioambientais; que demonstra que ela possui valor e está interessada em mais do que só vender. E isso, consequentemente, atrai a confiança do consumidor moderno.

Então, para atrair esse tipo de consumidor, um e-commerce precisa apresentar soluções que sejam aplicadas tanto para a sociedade como para o próprio cliente. Deve mostrar, portanto, que existe atitude e posicionamento em relação às pautas sociais (que estão ligadas ao sentido da marca), levando o cliente a criar identificação.

O que o comércio eletrônico ainda precisa fazer

O e-commerce precisa entender que hoje em dia uma marca não se sustenta apenas pelo lucro. É necessário que exista uma cultura organizacional interligada com a responsabilidade social.

Não existe lucro se a grande massa da população vive em extrema desigualdade social — isso se torna insustentável para um futuro próximo. Portanto, um e-commerce que vislumbra essa vertente ganha espaço no mercado.

Além disso, é extremamente importante que os valores da marca estejam atrelados a realidade atual em que o mundo vive. Ou seja, é preciso levar em consideração o nosso contexto socioambiental e perceber que todo o sistema está interligado.

Vejo que o e-commerce ainda tem muito caminho a percorrer se quiser continuar se destacando no mercado. Neste caso, deverá mostrar que o engajamento social não se dá somente de forma publicitária, mas que está sendo feito de forma efetiva, dentro e fora da empresa.

Por fim, para e-commerces que ainda não pensam em se adequar de forma socialmente responsável, ainda dá tempo de se rever essa ideia e adequar o negócio. Um dos passos é buscar iniciativas que integram produtos, responsabilidades sociais e o propósito no qual a empresa faz parte.

O post Responsabilidade social no e-commerce apareceu primeiro em E-Commerce Brasil.

Na próxima semana farei mais um review com depoimento e resenha sobre Responsabilidade social no e-commerce. Espero ter ajudado a esclarecer o que é, como usar, se funciona e se vale a pena mesmo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser adicionar algum comentário deixe abaixo.

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