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Simplificando o Cross Border: como fazer parte da nova tendência do ecommerce

De forma direta, o cross border trata-se do comércio transfronteiriço, no qual podemos vender produtos online em outros países. Em um mercado cada vez mais globalizado, buscar a internacionalização da sua marca é uma estratégia fundamental para quem busca expansão, mesmo que você entenda que a expansão interna seja algo prioritário.

Além de ampliar seu mercado de atuação, fortalecendo a sua marca globalmente, o cross border traz para o lojista possibilidade significativa de lucro no câmbio e isenção de impostos. Adicionalmente, seus produtos tendem a possuir preços maiores no exterior, o que contribui positivamente com seu lucro.

Mesmo assim, ainda existe receio por grande parte dos ecommerces brasileiros na adoção da estratégia. Neste artigo, abordo os benefícios do cross border e como você pode preparar sua marca para embarcar nessa tendência.

Cross Border em números

De acordo com os dados apresentados pela Finaria.it, o número de usuários de comércio eletrônico no mundo aumentou 9,5% na comparação anual em meio ao surto de coronavírus e atingiu mais de 3,4 bilhões de usuários em 2020.

A tendência de aumento deve continuar este ano, atingindo 3,8 bilhões de usuários no final de 2021, com salto de 10% em um ano. Segundo projeções da consultoria italiana, o mercado eletrônico mundial deve faturar US$2.7 trilhões em 2021 e a previsão é de movimentar só no Brasil R$4 bilhões em 2022, de acordo com estudo do PayPal/Nielsen.

Segundo pesquisa da Fierce Retail, 82% dos consumidores online já compram no exterior. O estudo entrevistou mais de 9 mil pessoas em 17 países que possuíam entregas cross border como parte significativa do ecommerce.

Uma outra pesquisa em 41 mercados mostra que a velocidade de entrega mais comum para compras internacionais foi de 15-29 dias (20%), com 11% dos entrevistados tendo que esperar 30 dias ou mais para a compra chegar. Isso sugere que o mercado de entrega tem muito espaço para melhorar em termos de trânsito e processos alfandegários, mas também mostra que o consumidor cross border aceita prazos maiores de entrega.

De acordo com a pesquisa do IPC – International Post Corporation de compras Cross Border 2019, o fator “menor preço em um país estrangeiro” seguido de “indisponibilidade da marca no mercado interno” foram os 2 principais impulsionadores das compras:

De acordo com a pesquisa, os sites mais comuns que praticam o Cross Border são: Amazon (25%), Alibaba/AliExpress (20%), eBay (14%) e Wish (11%). Para o comércio e a indústria, isso significa que o meio mais eficaz de competir em uma escala internacional é adotando uma estratégia de ter seu site próprio para fortalecer a marca e criar fidelidade, mas também disponibilizar seus produtos em marketplaces fora do Brasil.

A pesquisa indicou também que a China é o principal exportador de comércio eletrônico em todo o mundo. Reino Unido, Alemanha e EUA também são países exportadores importantes para o comércio eletrônico cross border. Ao analisar todos os 41 países pesquisados: 39% deles tiveram suas compras enviadas da China, 14% dos EUA, 10% do Reino Unido e 9% da Alemanha.

O Brasil no Cross Border

O Brasil está em crescimento em relação ao mercado internacional. Os valores das exportações nacionais entre 2020 e 2021 aumentaram em 57% (US$95 bilhões). Como principal comprador temos a China, que movimenta US$62 bilhões, em seguida EUA e Argentina, de acordo com estudo da Forrester Research/Paypal.

E o contrário? Os países que mais exportam para o Brasil são: China (60%), EUA (23%) e Japão (5%) e o tempo de entrega no Brasil está acima de 30 dias em 11% dessas compras. De acordo com a Kaleido Intelligence, mesmo com um grande mercado interno brasileiro, os itens mais importados são os eletrônicos.

Uma grande preocupação dos lojistas brasileiros ao adotar uma estratégia cross border está relacionada ao fulfillment. Contudo, os dados do IPC 2019 indicam um cenário positivo: 47% dos itens vendidos do Brasil para o exterior em 2020 possuíam peso de até 0,5 kg, o que facilita a logística de exportação. Além disso, a taxa de troca e devolução das transações cross border foram de 9%, muito próxima da mesma taxa no Brasil, o que significa que isto pode ser absorvido como parte do custo e 61% das vendas ofereceram frete grátis aos clientes, o que significa que o componente frete precisa ser diluído no preço do produto, o qual possui espaço para absorver tal custo, uma vez que a margem de lucro é maior, conforme dito anteriormente.

Comece a vender fora do Brasil em 5 passos

Ainda está na dúvida se vale a pena vender fora do Brasil? Pense em números: para abrir uma loja física, a empresa demanda de um capital inicial em torno de R$500 mil a R$1 milhão; em contrapartida, expandir seu ecommerce para diversos países é um projeto que tem um custo infinitamente menor, uma vez que seu único investimento inicial é a criação do site de ecommerce fora do Brasil para atingir uma audiência muito maior, já que a população mundial atualmente já ultrapassou 7,874 bilhões e no Brasil somos 213 milhões.

Por isso, aqui vão algumas etapas e processos fundamentais para que você prepare seu ecommerce para vender no exterior:

  • Preparação da marca: o primeiro passo está relacionado a adequação dos seus produtos para o mercado externo. Processos como registro da marca, tradução de etiquetas e rótulos, além de pesquisa de mercado a fim de identificar quais são os diferenciais da sua marca no mercado externo.
  • Curadoria e estratégia de canais: em seguida é o momento de analisar seu catálogo de produtos e definir o sortimento e quantidade do primeiro envio. É nessa etapa também que é avaliado o posicionamento do preço da venda. Conforme o IPC 2019, 62% dos consumidores consideram “muito importante” a clareza nas informações sobre as taxas e impostos em uma compra cross border, ou seja, a transparência influencia na conversão da venda. É fundamental um checkout que deixe claro todos os custos envolvidos – preço, frete e impostos – para que o consumidor fique mais confortável em sua compra.
  • Fulfillment: o terceiro passo é a separação e preparação das caixas de envio para o centro de distribuição no exterior, emissão da Invoice e Packing List, pagamento do frete e direitos aduaneiros, planejamento de estoque e reabastecimento, caso você opte por ter algum estoque avançado.
  • Integração no marketplace e go live no ecommerce: Com ajuda de parceiros cross border realiza-se o cadastro e normatização de catálogo de produtos, além da aprovação da marca e integração dos produtos ao marketplace.
  • Operação e otimização: fase constante de acompanhamento dos KPIs, melhorias nos processos e estratégias, definição de próximos passos e lançamento de novas coleções e produtos.
  • O ecommerce cross border tem potencial de transformar significativamente o comércio globalmente e seguirá em exponencial crescimento ao longo dos próximos anos. As ferramentas para iniciar hoje mesmo a estratégia de expansão internacional do seu ecommerce já estão disponíveis no mercado. Não espere que seus concorrentes comecem a exportar. Seja pioneiro e faça parte da inovação.

    Lembre-se: Cross border não é uma estratégia e sim uma operação. Cross border não é uma tendência e sim uma transição.

    Leia também: China multa Alibaba e Tencent por violação de lei antimonopólio

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    Na próxima semana farei mais um review com depoimento e resenha sobre Simplificando o Cross Border: como fazer parte da nova tendência do ecommerce. Espero ter ajudado a esclarecer o que é, como usar, se funciona e se vale a pena mesmo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser adicionar algum comentário deixe abaixo.

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