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Indústria e varejo de moda no equilíbrio pós-Covid-19

O mercado de moda sempre prosperou, através da constante mudança de tendências e comportamentos, que são representados na imagem pessoal de cada estilo e design. Esta transmutação movimenta um mercado trilionário, e a cada sazonalidade são lançadas outras novidades que despertam desejos dos consumidores.

No momento atual pós-Covid-19, o calendário global foi extremamente afetado. Todos os eventos, desfiles, feiras, showrooms de moda foram cancelados. As marcas com coleções prontas para lançamentos e pedidos de lojistas do mundo inteiro, precisaram fechar suas fábricas e lojistas os pontos de venda.

Neste cenário de queda brusca no mercado offline, por outro lado elevou consideravelmente a venda online. Assim todos comerciantes que não estavam preparados e com os processos de venda digitalizados no B2B e B2C, estão sofrendo prejuízos que talvez sejam irreparáveis. Estes comerciantes estão com um contingente enorme de estoque parado há meses, por este motivo a solução para esta situação é liquidar para recuperar o investimento em produtos, mesmo sendo numa condição que perdem praticamente toda margem de lucro.

Crescimento global do mercado de moda online de janeiro à maio 2020

Fonte: Emarketer por Klaviyo

Sendo assim, a partir de agora as marcas não podem correr o risco de vender errado e os lojista de comprar errado. É necessário um planejamento minucioso para o mercado continuar comercializando seus produtos de forma sustentável. Vamos abordar estes tópicos de gestão de compra e venda, com objetividade e de forma prática tanto para as indústria, como para os lojistas.

Gestão de compras e vendas

Planejamento de fornecedores e produtos

  • Utilize dos canais de atacado online que possibilita algumas vantagens, como custos desnecessário com viagens; ausência semanais na administração presencial do seu negócio; maior oportunidade de mix de marcas e produtos para uma compra bem planejada; compartilhamento de opiniões com vendedores e representantes que estão na linha de frente com os clientes; meio de pagamento seguro; garantia de recebimento dos produtos e etc.
  • Defina em análise de giro de estoque, quais os produto tem mais e menos saída.
  • É preciso ter bem definido os produtos que dão maior margem de lucro.
  • O ticket médio (TM), peças por atendimento (PA), taxa de conversão (TC) são dados fundamentais. Por isso mantenha estes dados atualizados permanentemente na rotina do seu negócio.
  • Faça um ranking quantitativo e qualitativo das marcas que mais vendem.
  • Analise o que seu público tem comprado, se peças mais caras ou mais baratas.
  • É preciso muita estratégia para comprar, e isto exige muito planejamento baseado em dados. Não dá mais para comprar sem nenhum tipo de argumentação concreta ou justificativa. Porque mesmo que sua empresa não tenha um sistema simples de ERP (backoffice), se organize com planilha de Excel.

Planejamento de lançamentos por coleção

  • As marcas e lojistas de sucesso operam com lançamentos quinzenais e/ou no máximo mensais. Porque assim mantêm o ciclo de produtos sempre renovado, e clientes satisfeitos por habitualmente encontrarem novidades. Evitando um estoque excessivo, com grades profundas sem necessidade.
  • Nos lançamentos de coleções para o cenário atual, marcas e lojistas devem comprar baseados neste giro rápido de estoque. Portanto, compras menores e mais frequentes de novidades vão ao encontro do comportamento contemporâneo. Afinal, programar uma compra e venda semestral neste cenário representa um grande risco e já não condiz com a realidade.
  • A multicanalidade ou omnichannel mudaram o comportamento de compra, cada vez mais com foco para os canais digitais. Portanto, sua seleção de produtos precisa estar com foco maior no mercado de e-commerce, Instagram Shopping, marketplaces, e etc. Não desprezando a experiência no ponto de venda offline, claro.

Planejamento com base na Curva ABC

A Curva ABC é na prática como fazer uma aplicação de recursos adequadamente. No qual 20% do esforço é capaz de gerar 80% do resultado, e essa fração também é aplicada para a gestão de estoque. A melhor estratégia para os 20% continua na força de relacionamento do seu time de vendas. Nesse caso, para realizar pré-lançamentos aos clientes mais leais ou VIP’s — vale oferecer o melhor da coleção exclusiva, propiciando o sentimento de serem especiais. Afinal, a humanização deste atendimento é o que diferencia da concorrência de massa.

É preciso estabelecer uma estratégia para a venda online e/ou offline em múltiplos canais. Acreditar no segmento de 20% dos produtos que geram mais resultado é estimulante. Porém, nem sempre é a opção mais adequada no caso de produtos de fácil acesso e similares à concorrência. Por serem genéricos, podem canibalizar os preços, gerando uma concorrência desleal.

Pesquise novas marcas e linhas de produtos mais autorais e exclusivos para equilibrar a curva de venda. Mesmo que exija um esforço maior, a concorrência será menor. Isso porque você oferecerá um “frescor” ao seu cliente, que está farto dos produtos de commodity. Entre estes, é importante ressaltar os nichos como ecologicamente corretos, sem uso de mão de obra escrava, orgânicos, amigo dos animais e etc. Tem se destacado um crescimento exponencial de consumidores mais conscientes e dispostos a investir neste lifestyle.

Cauda longa

A cauda longa já é mais utilizada para os lojistas que anunciam nos marketplaces. Ou seja, que atendem à grande massa. A aposta aqui deve ser em produtos com profundidade de grade e preços competitivos. É preciso monitoramento constante da concorrência para se manter bem no ranking de busca.

Meta para retomada do seu negócio com a curva ABC

Comece separando os itens de maior importância, que geralmente tem menor número.

  • Classe A: correspondendo a 20% do total – normalmente itens com busca em torno de 65% no período.
  • Classe B: correspondendo a 30% do total – normalmente itens com busca em torno de 25% no período.
  • Classe C: correspondendo a 50% do total – normalmente itens com busca em torno de 10% no período.

Projetamos que a empresa “Brand Model” possui em seu estoque 30 itens.

Capital Empregado:

X = 0 a 70% do custo do capital investido

Y = 70% a 90% do custo capital investido

Z = 90% a 100 do custo do capital investido

Frequência de utilização:

P = Utilização em 12 meses

Q = Utilização de 6 a 11 meses

R = Utilização em até 5 meses

Exposição ao Risco:

1 = Um único fornecedor representa no máx. 25% da compra

2 = Um único fornecedor representa de 25% a 50% da compra

3 = Um único fornecedor representa 50% ou mais da compra

Uma vez que as variáveis consideradas são entendidas, é hora de colocá-las em forma de matriz e classificá-las de acordo com o Capital Empregado (XYZ), Frequência anual (PQR) e Risco (123).

Depois de concluída a matriz de correlação, devemos adequá-la à curva ABC e organizá-la em blocos, conforme tabela abaixo:

Somando os itens A e B, o volume de capital empregado de 83% do total ficam concentrados em apenas 10 peças. Ou seja, 33% do total de itens em estoque. Já no caso dos itens classificados como C, se enxergarmos da conta a peça (q) e (r) — itens com baixíssima frequência, 1 em 12 meses —, temos um montante de 10% do capital empregado concentrado em 66% dos itens.

Como bem disse Ginni Rometty, Presidente executiva da IBM: “Poder é agir naquele momento que poderia fazer você se sentir impotente”.

 

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Na próxima semana farei mais um review com depoimento e resenha sobre Indústria e varejo de moda no equilíbrio pós-Covid-19. Espero ter ajudado a esclarecer o que é, como usar, se funciona e se vale a pena mesmo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser adicionar algum comentário deixe abaixo.

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