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Acessibilidade e SEO: como tornar o seu e-commerce mais inclusivo

O principal parâmetro de rankeamento do Google nos últimos anos é a experiência dos usuários em suas mais diferentes formas. E a melhor maneira de garantir uma boa navegabilidade no e-commerce é unindo acessibilidade e SEO.

A cada nova atualização, o Google busca entregar melhores experiências aos usuários. É quase batido dizer isso, mas, antes de pensar no funcionamento dos algoritmos, é preciso pensar em como será a navegação do leitor dentro do e-commerce.

Conheça as principais otimizações que podem ser feitas, pensando em acessibilidade e SEO.

E um dos pontos fundamentais dessa navegação é a acessibilidade.

Estudos do IBGE mostram que mais de 17 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência, sendo 3,4% deficiência visual e 1,1% deficiência auditiva. Isso apenas reforça a necessidade de garantir uma inclusão também digital para essa parcela da população que, apesar de encontrar obstáculos, está ativa e online.

Entenda, a seguir, a importância de casar acessibilidade e SEO para além das primeiras posições do Google, e torne seu e-commerce mais inclusivo imediatamente!

Qual a relação entre acessibilidade e SEO?

O marketing é feito por pessoas e para pessoas. Esse deveria ser o ponto de partida de qualquer profissional ao traçar suas estratégias.

Antes mesmo de pensarmos em gatilhos mentais, pontos de conversão e melhorias técnicas, deveríamos estar pensando em como garantir uma experiência única e unificada a todos os leitores.

Isso quer dizer que uma pessoa com deficiência visual, que usa de um leitor de telas, deve ter a mesma experiência de alguém que não tem a visão comprometida. E o mesmo serve para os diferentes tipos de PCD. Isso é acessibilidade.

E onde fica o SEO?

Grande parte das otimizações de SEO que podem ser feitas, pensando principalmente no rankeamento do Google, são também otimizações inclusivas. Isso porque atualmente o grande foco da ferramenta de buscas é o casamento de técnicas de SEO com a experiência do usuário.

Estamos falando de alt text, legenda em imagens, design responsivo, narração em áudio, entre outros.

Para saber os principais pontos, sua importância e como podem ser implementados em sua loja virtual, continue a leitura!

Os pilares da inclusão digital

Vamos passar, a seguir, pelos seis principais pilares da inclusão digital em e-commerces, sites e blogs.

Descrição de imagens

O Google é uma das maiores ferramentas existentes e, muitas vezes, ele parece ser capaz de ler nossas mentes, não é mesmo?

No entanto, ele ainda está em constante evolução e aprimoramento, principalmente no que diz respeito à sua inteligência artificial. Até poucos anos atrás, o Google não era capaz de ler imagens.

Assim, para que os bots interpretassem o formato presente nos textos, era essencial fazer três tipos de otimização:

1. Nomear a imagem de acordo com o tema do texto

Isso quer dizer que, em vez de carregar a imagem no CMS como “image331.jpeg”, devemos nomeá-la para “acessibilidade-seo-no-ecommerce” ou “mulheres-sentadas-frente-computador”.

2. Usar alt text nas imagens

Seguindo a mesma linha do item anterior, o alt text, ou texto descritivo da imagem deve ser um pequeno resumo do que a foto contém. No caso da imagem de capa deste artigo, podemos usar a seguinte descrição:

Duas mulheres olhando para o computador, sorrindo. Uma delas usa blusa verde, óculos e está sentada na mesa em que o computador está apoiado. Segunda mulher, de camisa azul, apoia a mão sobre a mesa e segura uma xícara com a outra mão.

3. Dar um título para a imagem

A maioria dos CMS pede um título para a imagem, que não necessariamente é a mesma coisa que a legenda. É interessante, pensando em técnicas de SEO para imagens, que esse título contenha a palavra-chave do texto.

E qual a relevância dessas otimizações? Antigamente, a relevância seria da leitura dos bots, que usariam os textos descritivos para entenderem o conteúdo visual e, assim, rankeá-los no Google Images.

A relevância hoje é muito mais inclusiva. Isso porque o Google já evoluiu com sua IA e consegue fazer melhores leituras de imagens pelo que elas são. No entanto, ele ainda usa dos textos descritivos e relacionados para aprimorar ainda mais seu rankeamento.

No entanto, pensando no caso da acessibilidade, se sua imagem tiver o título de “image331.jpeg”, ou se ela não tiver um alt text, uma pessoa que usa de leitor de telas ficará com a experiência interrompida.

A ferramenta de leitura não conseguirá fazer a análise desse bloco no conteúdo e, muito provavelmente, o entendimento do texto será comprometido.

Assim, acima do pensamento de rankear bem no Google Images, vamos levar em consideração quem usa tecnologias de leitura de tela.

Legenda em vídeos

A experiência do usuário sempre será melhor quando o vídeo estiver legendado. E isso acontece por diferentes motivos.

Seja porque o leitor está em local público, quer ver seu vídeo, e não conta com fones de ouvido, seja porque é uma pessoa com deficiência auditiva.

No segundo caso, as legendas são imprescindíveis para o entendimento total do conteúdo. Mas em casos de audição comprometida (situações em que parte da audição foi perdida, mas não toda), as legendas vão garantir o entendimento correto do vídeo.

Isso também ajuda em casos em que o narrador tem sotaque, fala muito rápido, usa muitas gírias ou termos estrangeiros. Ou seja, no fim das contas, a legenda faz com que todos saiam ganhando.

Design responsivo

O design responsivo já foi pauta para muitos conteúdos quando, em 2018, o Google anunciou o Mobile First-Index. Nessa época, o gigante da Alphabet deixou claro que os sites otimizados primeiramente para mobile seriam priorizados no rankeamento.

Esse posicionamento do Google mostrava que a maior parte das buscas estavam sendo feitas por esse tipo de dispositivo e, para garantir uma boa experiência aos usuários, os sites deveriam se adequar à tela de um celular.

Isso leva em consideração o design responsivo, ou seja, aquele que se adequa à tela de um celular, tablet ou computador.

E por que esse ponto se relaciona com a acessibilidade?

Porque se o design do seu e-commerce não for responsivo, e não expandir ou comprimir da forma certa na tela do celular, pessoas com visão reduzida certamente terão dificuldades de navegar pelas suas páginas.

Além disso, pop-ups que não fecham ou ocupam toda a tela podem ser divergentes ao próprio programa leitor de tela.

Assim, garanta também que todo o layout da sua loja virtual consiga se adequar ao tamanho menor de um celular.

Contraste de cores

A mesma linha de pensamento se repete no contraste de cores. Se a sua loja online tem fundo branco, use as letras em cores contrastadas, como preto, cinza escuro e azul marinho. Evite cores muito claras, que podem se confundir com o fundo da tela.

Esse tipo de design será prejudicial para todos os seus leitores, principalmente aqueles que têm visão reduzida, dislexia ou daltonismo.

Pensando neste último grupo, sempre deixe bem clara também qual a cor do produto vendido. Dessa forma, você garante a experiência correta do comprador, ainda que ele veja o produto em tonalidades diferentes.

Narração em áudio

Quer uma experiência melhor para uma pessoa com deficiência visual do que uma narração em áudio do post que ela está lendo?

O audiomarketing já provou ser uma grande tendência do marketing digital, mas ele também é uma forma de incluir mais seus leitores.

As narrações em áudio, além de aumentarem o tempo de permanência do leitor no post, e ajudarem a consumir o conteúdo de uma forma mais dinâmica, garantem que pessoas com perda total de visão, ou reduzida, interpretem de forma mais natural o conteúdo da sua página.

Isso porque os leitores de tela, em sua maioria, têm a voz robotizada (como a voz de um assistente virtual, ou de um GPS). Já as narrações em áudio são feitas por seres humanos.

Os narradores contam com diferentes timbres de voz, sotaques e cadências, entregando uma proximidade maior com o leitor – que muitas vezes pode se sentir isolado ao conviver sempre com vozes robotizadas.

Uso de atalhos no teclado

A forma de navegar por uma página é diferente para cada um. Dependendo do tipo de deficiência, o seu leitor pode preferir fazer toda a navegação no mouse ou, em outros casos, no teclado.

A navegação feita no mouse é a mais comum, e não precisa de tantas otimizações. No entanto, a navegação feita no teclado pode ficar mais complexa.

Sendo assim, use de atalhos no teclado também para garantir que seu leitor pode encontrar exatamente o que ele busca, de forma mais rápida e intuitiva.

Como você viu, existem diferentes práticas de SEO que podem ser aliadas à acessibilidade. E é importante ressaltar que, quando aplicadas, todas elas trazem mais benefícios ao seu e-commerce. Afinal, sendo inclusivo, você garante maiores possibilidades de tráfego também.

Agora que você já sabe os principais pontos, faça uma auditoria de SEO na sua loja virtual, e veja quais pontos precisam ser implementados ou otimizados!

Leia também: Acessibilidade no e-commerce: desafios encontrados por pessoas com deficiência

 

O post Acessibilidade e SEO: como tornar o seu e-commerce mais inclusivo apareceu primeiro em E-Commerce Brasil.

Na próxima semana farei mais um review com depoimento e resenha sobre Acessibilidade e SEO: como tornar o seu e-commerce mais inclusivo. Espero ter ajudado a esclarecer o que é, como usar, se funciona e se vale a pena mesmo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser adicionar algum comentário deixe abaixo.

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