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2020: o ano da digitalização da Black Friday

É difícil cravar alguma certeza em um ano como o que estamos vivendo. Com a pandemia de coronavírus, não foram somente os hábitos de consumo dos brasileiros que mudaram. Os hábitos de venda do varejo também mudaram consideravelmente, e a black friday de 2020 será um reflexo disso.

Esta é uma data movida majoritariamente por dados e performance, então é válido olhar o que apontam as últimas pesquisas com previsões para este ano. A pesquisa da ABComm aponta um crescimento nas vendas online de 77% no Brasil na comparação com o ano passado. Já a Ebit/Nielsen, acredita que as vendas pela internet entre a véspera e a Black Friday propriamente dita cresçam 27%. As previsões são otimistas, mas vale incluir nesta análise fatores da economia.

Dados da PNAD continuam apontando que o desemprego no Brasil saltou para uma taxa recorde de 14,4% no trimestre encerrado em agosto. Além disto, a Fecomercio de SP mapeou que, apesar do total da renda média ter aumentado 3,3% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2019, 78% de famílias, das classes A, B, C e D, tiveram queda na renda. Por fim, a inflação e a variação cambial vêm dificultando o cenário econômico já complicado que vivemos. Isso afeta segmentos protagonistas para Black Friday, como eletrônicos e eletrodomésticos.

Consumidores mais criteriosos

Mas afinal, o que tudo isso quer dizer? Significa que os consumidores estão com a grana mais curta, com mais receio de gastar devido ao cenário incerto pelo qual atravessamos. Por isso mesmo, estão mais criteriosos na hora de fazer suas compras. É exatamente por isso que o canal digital ganha ainda mais força.

A experiência no varejo físico não é mais a mesma devido às medidas de proteção que devemos seguir por conta da pandemia. Provar uma roupa, experimentar um perfume, testar uma maquiagem ou as funcionalidades de um aparelho celular… São diferenciais que o canal físico hoje está impossibilitado de oferecer. Em contrapartida, o meio digital permite monitorar e comparar preços, além de ações de cashback, características que se tornam ainda mais relevantes diante do cenário descrito acima.

Bom, dados postos é [passada] hora de começar a agir. Tudo isso não significa que o varejo físico deixe de fazer parte da jornada de compra — mas este ano o digital será protagonista para a Black Friday. Isto também não significa que, pela velocidade de resposta do meio, você pode deixar tudo para o último momento.

Apresente os benefícios do seu e-commerce

Pelo contrário. As buscas começaram a ganhar força no final de outubro. É necessário, portanto, fazer com que novos consumidores conheçam sua marca e os benefícios do seu produto. Canais de mídias sociais, mídia display e mídia nativa são poderosos aliados na amplificação da sua mensagem. E mais do que isso: reúne informações sobre o público que demonstra um interesse inicial na sua marca — para posteriormente reimpactá-los com uma oferta assertiva que o leve a conversão.

Lembre-se: como disse Howard Gossage, “As pessoas não leem anúncios. Elas leem o que é interessante para elas e, às vezes, isso é um anúncio”. Usar dados para tornar o seu anúncio relevante e em conformidade com os interesses do consumidor é fundamental para evitar o efeito paisagem da publicidade.

Especialmente neste período do ano — em que os profissionais de marketing têm tempo escasso para otimizar as campanhas, produzir testes A/B, ajustar criativos e direcionar o budget para os canais de melhor desempenho —, a mídia programática entra como uma forte aliada. Neste caso, para combinar branding e performance, acessando inventários premium com formatos estáticos e multimídia.

Compras por aplicativos

Com ganhos de eficiência em custo e tempo, e ferramentas avançadas de segmentação, é possível monitorar a performance de diferentes canais em uma única plataforma. Dessa forma, você pode otimizar as entregas exclusivamente para placements com histórico de alto índice de conversão.

Outro fator relevante para a data serão as compras via mobile e in-apps. Segundo um recente estudo da Appsflyer, no Brasil houve um aumento de 90% no número de instalações de apps via anúncios e conversões por retargeting durante o lockdown. Além disso, o crescimento nas sessões in-app entre abril e junho foi de 50%. Neste cenário, a mídia programática pode fazer a diferença novamente. Há soluções que cruzam a segmentação desejada com os dados de navegação de dia da semana, horário de acesso ou tipo de conexão. Com isso, permitem direcionar para o mobile anúncios mais assertivos e com maior potencial de conversão.

Não foram raros os casos em que vi marcas passarem por dificuldades por não preparar toda sua cadeia para a data. O investimento em mídia, e consequentemente na marca, são fundamentais para uma Black Friday de sucesso. Porém, também pode ser um tiro no pé se você não tiver preparado para receber e atender à esta demanda.

Black Friday é a porta de entrada ao seu negócio

Ressalto que a Black Friday é, muitas vezes, a porta de entrada para muitos consumidores chegarem até a sua marca. Mas a Black Friday não acaba quando termina. Aproveite todo o investimento feito durante este período para conhecer mais seu público. Entenda os gatilhos de conversão e trabalhe em estratégias de pós-venda — para quem comprou e para aqueles que por algum motivo não o fizeram.

Afinal, após a Black Friday temos a temporada de compras de Natal. Como falei lá no início, saber com clareza como estarão as coisas até lá é uma previsão dura e ousada de se fazer. O que arrisco dizer é que a tendência de crescimento de compras via meio digital é um caminho difícil de voltar atrás.

O post 2020: o ano da digitalização da Black Friday apareceu primeiro em E-Commerce Brasil.

Na próxima semana farei mais um review com depoimento e resenha sobre 2020: o ano da digitalização da Black Friday. Espero ter ajudado a esclarecer o que é, como usar, se funciona e se vale a pena mesmo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser adicionar algum comentário deixe abaixo.

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