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Para onde ir na crise: abro um site ou vendo em marketplaces?

Afirmar que essa crise mundial que estamos enfrentando causada pela pandemia do coronavírus será a maior da nossa época, seria um mero exercício de futurologia. Entretanto, uma coisa já podemos afirmar: ela está impulsionando fortemente a digitalização do varejo. O dito popular “se não vai pelo amor vai pela dor” nunca fez tanto sentido!

Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde do país, que por sua vez apoia suas decisões nas orientações da OMS – Organização Mundial de Saúde, os estados (em sua maioria) estão aplicando medidas de restrição à circulação de pessoas com as chamadas “medidas de isolamento social”.

A consequência óbvia para o varejo foi uma diminuição significativa de consumidores cortejando suas vitrines e circulando pelos corredores das lojas, acarretando uma retração considerável nas vendas.

Este cenário tem obrigado os varejistas e as próprias marcas que já vendiam ao consumidor final modelo intitulado D2C – direct to consumer, a se reinventarem no que tange a ampliação dos canais de venda. O objetivo, claro, é o de suprir o desfalque substancial nas vendas do mundo offline. Neste sentido, os marketplaces surgem como uma excelente alternativa!

Porque ingressar em um marketplace ao invés de abrir meu próprio site?

A busca pela resposta à essa pergunta deve estar rondando a cabeça de muitos gestores neste momento. A abertura da própria loja online representará para o varejista ou à marca que tomar esta decisão algumas questões. Como, por exemplo, a pilotagem das ações estratégicas como a definição de quais itens promocionar, melhor régua de comunicação a ser usada com os clientes, além de quais campanhas de marketing devem ser feitas para alavancagem das vendas. De modo que, com o lançamento do site, este possa suprir as vendas, recuperando a “grana na mesa”. É neste ponto em destaque que mora a resposta desta pergunta.

O lançamento de um site que tenha o objetivo de vender pelo menos 50 produtos diferentes, por mais simples que seja o seu desenvolvimento — com linguagem WordPress por exemplo — levará pelo menos 30 dias para se obter um bom trabalho no final.

Definição do domínio; hospedagem deste domínio em algum servidor; produção do conteúdo institucional; catalogação correta dos produtos com boas fotos; ficha técnica; redação de descritivo com recomendações de uso dos produtos; escolha do meio de pagamento que será utilizado no site, bem como qual proteção ele dará aos consumidores no processo de compra com sistemas antifraude… São algumas das atividades triviais para a concretização deste projeto. Sem falar no esforço de tempo e dinheiro com investimentos para compra de audiência para que este site venda!

Será que temos este tempo?

Na contramão disso tudo estão os marketplaces. Eles trazem estruturas robustas de tecnologia; meios de pagamento com ampla capilaridade de recebimentos de vendas; sistemas complexos de segurança antifraude; e, principalmente, com outros dois predicados ímpares: credibilidade e marcas consolidadas nacionalmente, em alguns casos, mundialmente.

Com toda essa estrutura, empresas gigantes do mundo online, como o Mercado Livre e a B2W Digital, com as marcas americanas.com, submaniro.com e shoptime.com, podem agregar ao seu negócio ou à sua marca um canal de vendas extremamente qualificado — e o melhor, tudo isso a custo R$ 0!

Custo pago na comissão

Quer dizer então que vender nestes sites de marketplace é gratuito? Não. O modelo de cobrança destes sites consiste na retenção de um percentual de comissão somente quando o produto for vendido. Ou seja, o cadastramento da sua loja ou marca e a disponibilidade da plataforma tecnológica — denominados por essas empresas como portais de administrador ou back office — não acarreta nenhum investimento financeiro até que as vendas sejam efetivadas.

Com toda a infraestrutura de tecnologia oferecida por estas empresas, um interessado em vender nestas plataformas conseguirá disponibilizar a mesma quantidade de produtos do nosso exemplo do lançamento de um novo e-commerce, em no máximo, uma semana, se estiver full time nesta atividade.

O percentual de comissão aplicado por estes marketplaces gira em torno de 16%. Podendo ser maior em sites de nicho ou menor em marketplaces que negociam este percentual tendo como contrapartida o volume de vendas da loja ou marca, modelo chamado de comissão escalonar.

Outros custos

Já a composição das linhas de custo de um site na contratação dos serviços de meio de pagamento (4%), segurança e antifraude (4%), hospedagem (2%) e principalmente os custos de mídia paga (de 10% a 15%) ultrapassam facilmente a casa dos 20%. Isso se dá porque um novo lojista, naturalmente, não terá um volume de vendas expressivo para barganhar com as empresas que oferecem esses serviços condições competitivas como os sites citados anteriormente.

Por fim, se você é um desses gestores que está em dúvida sobre qual direção seguir neste momento de pandemia, a resposta é simples: ingresse nos marketplaces já!

Se você é um desses varejistas ou marcas que teve suas vendas fortemente afetadas por essa pandemia, encontrará nas plataformas de marketplace um ótimo canal para recuperação rápida das vendas e com investimento inicial de R$ 0, que é exatamente o que o momento pede.

E se você é um varejista ou marca tradicional em sua região, com orçamento para lançar um e-commerce próprio ou, ainda, se esse já era um projeto da sua empresa, sugiro que o tire da gaveta com brevidade. Contudo, conduza este projeto em paralelo ao seu ingresso nas plataformas de marketplace, pois esta lhe trará resultados num tempo muito menor.

O post Para onde ir na crise: abro um site ou vendo em marketplaces? apareceu primeiro em E-Commerce Brasil.

Na próxima semana farei mais um review com depoimento e resenha sobre Para onde ir na crise: abro um site ou vendo em marketplaces?. Espero ter ajudado a esclarecer o que é, como usar, se funciona e se vale a pena mesmo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser adicionar algum comentário deixe abaixo.

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