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Operando em marketplaces. Entre, fique à vontade, mas a casa não é sua

O mercado on-line cresce a casa dos dois dígitos, nos últimos anos – 20%, em 2016/2017, e 18%, em 2017/2018 –, sendo assim, a recomendação é entrar e surfar a onda. Conforme mencionei em outro artigo, a crescente do mercado tem a digitalização do consumidor como principal razão.

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Fonte: Ebit|Nielsen Webshoppers 40, Latin America E-commerce 2019

Autopeças (Acessórios Automotivos) aparece com um crescimento de 44% em volume de pedidos, no primeiro semestre de 2019, em comparação com o mesmo período em 2018. É um exemplo de categoria em que um player – o Mercado Livre – tem a maior fatia das transações, mas ainda deixa espaço para marketplaces específicos do setor, como é caso do Canal da Peça.

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Fonte: Ebit|Nielsen Webshoppers 40 | 1º Semestre 2019 vs. 1º Semestre 2018

Neste cenário de e-commerce, cada vez mais, a figura do marketplace se torna importante e eles seguem investindo forte no Brasil e ganhando a confiança do consumidor e marketshare.

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Fonte : https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/marketplace-no-brasil-ebit/

Essa modalidade de venda torna-se uma opção, na qual, o investimento para ingressar no on-line acaba sendo menor, ou nulo, pois há como fazer com upload de planilhas sem a necessidade de integradores, e parte do trabalho pesado acaba sendo absorvido pelas plataformas, como geração de tráfego, meios de pagamento e antifraude – o que já ajuda muito em uma fase-piloto. Então, seria este o melhor dos mundos?

Sim e não. Após o check no “eu concordo”, é a hora de colocar a estratégia (o plano estratégico) em ação e vários pontos devem ter atenção. Citarei apenas três deles, que, para mim, estão entre os mais críticos.

Cadastro: é a base de tudo. Ter um cadastro perfeito, com informações do produto, descrição, aplicações, fotos com detalhes, sem logo, marca d’água, fundo branco, dimensões, número de referência da fabricante e categoria em que o produto tem de se encaixar – um produto colocado em uma categoria errada tem bem menos chance de venda. Quando bem-feito, gera um posicionamento melhor do anúncio.

No Automotivo, é comum uma peça servir para vários modelos, sobretudo quando são da mesma montadora. Então, deve-se levar em conta aplicações por modelo de veículo, um anúncio/título para cada aplicação, isso auxilia na busca e o consumidor ficará mais seguro para dar o clique da compra.

Portfólio x preço: são itens intimamente ligados. A decisão vem da resposta a duas questões: o que ofertar e a que preço. A recomendação é conhecer o próprio nicho, fazer análises do que o canal e a concorrência estão ofertando. Ferramentas como Nubimetrics, por exemplo, que mostra quem vende, quanto vende, servem como referência do que o mercado compra e quanto está disposto a pagar. Kits e combinados são sempre uma ótima opção para entregar uma solução completa e elevar o ticket médio. Exemplo – Som mais alto-falantes, disco de freio mais pastilhas, óleo e filtros.

É fundamental montar uma planilha de custos que contemple, além do que se paga no produto, o que cada marketplace irá cobrar, fretes, taxas de retorno, comissões diferenciadas, promoções, impostos para fora do Estado e a margem desejada.

Com o preço calculado, suba os itens cujo valor da venda será competitivo e saudável para sua operação, faça promoções quando necessitar girar o estoque, aumente a margem, se o produto e a época permitirem. Teste a elasticidade de preços: o mais barato, nem sempre, é a melhor opção pro cliente. Às vezes, o seu tempo de entrega é menor, ou sua reputação é melhor e faz com que ele pague alguns pontos percentuais a mais, que irão ajudar na última linha do resultado da operação.

Recebimento: o modelo de recebimento que os marketplaces adotam é o de conta-corrente e, a cada retirada, eles oferecem um relatório do que foi pago, mas nem sempre o formato disponibilizado é amigável, o que dificulta a conferência e verificar problemas nos pagamentos, que podem ocorrer. Há ferramentas que auxiliam nessa tarefa, como o Koncili, por exemplo.

Cada venda pode gerar várias linhas de crédito e débito, frete, comissão, taxa de reversa, estorno de pagamento, crédito de pagamento, bloqueio por ação judicial, podendo aparecer em vários relatórios ao longo de um período. Logo, ter alguém da equipe focado nessa tarefa é fundamental. Checar sempre se o valor calculado de frete é o mesmo que está na planilha, ou a regra de preço, uma venda com frete errado, com certeza, é prejuízo.

Como eu mencionei acima, a casa NÃO é sua, logo, tem de seguir a regra do dono e ela pode mudar, mudar e mudar.

Desenhar processos robustos e ter profissionais capacitados operando e pensando no negócio minimiza os riscos, concorda?

Abraço e boas vendas.

O post Operando em marketplaces. Entre, fique à vontade, mas a casa não é sua apareceu primeiro em E-Commerce Brasil.

Na próxima semana farei mais um review com depoimento e resenha sobre Operando em marketplaces. Entre, fique à vontade, mas a casa não é sua. Espero ter ajudado a esclarecer o que é, como usar, se funciona e se vale a pena mesmo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser adicionar algum comentário deixe abaixo.

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